segunda-feira, 23 de agosto de 2010

::: 3 mêses :::

3 Mêses
Pois é, voltando ao mantra básico da maternidade: isso passa. O tempo passou e você fez 3 mêses. Mêses esses que eu jamais achei que fossem chegar.
Hoje tenho em você a minha melhor companhia. Você acorda de manhã, abre seus olhões enormes e me sorri como que me dizendo: eu te amo. E eu te amo de forma descomunal. Aí nós vamos fazendo a nossa rotina particular - você faz caretas e sorri sua banguela, depois a gente fica limpinha e a mamãe toma café da manhã enquanto você brinca e descobre que as suas mãos, talvez, realmente façam parte de você e que possam servir pra muita coisa. Calma, meu anjo, você chega lá, afinal, uma das coisas mais importantes que a mamãe descobriu e vivencia com você é que tudo tem seu tempo pra acontecer. A mamãe sabe, por instinto e amor que, essa fase de apego precisa ser visceralmente vivida pra que um dia, bem próximo provavelmente, você possa dar seus vôos solos e mais ainda - saiba sempre pra onde voltar. Depois a gente mama e vai passear e você luta pra ficar acordada pois adora os amigos e as árvores e os pássaros. E é lá na pracinha que eu, sua mamãe, faço novas amizades e descobertas, como, por exemplo, dar muito colo e muito peito e ser radicalmente contra te deixar chorando não é filosofia apenas minha e isso me faz muito feliz, mesmo que eu fosse a única mamãe a pensar assim. Hoje vejo, mais de perto do que qualquer outra pessoa no planeta, os seus pequenos grandes passos, as suas conquistas diárias. A sua cabecinha que insiste cada dia mais em se manter ereta pra ver o mundo de frente. Seus olhos brilhantes que encantam e desbravam cada palmo a frente do seu nariz. Seus movimentos, outrora tão descordenados, agora já fazem sentido e te dão sentido. Seu choro, seus bicos impagáveis, seu cheiro único. Suas noites que se esticam e seu esforço em se consolar sozinha - mais um passo rumo a independência que tantas mães insistem em apressar ao seu bel prazer. Sua necessidade um pouco menor do meu colo me convencendo sempre mais que respeitar o seu tempo de dependência só traz uma leveza a minha maternagem e para sua vida como um ser humano íntegro. Só eu sei como tive que fechar os ouvidos pra palpitaria do mundo para ouvir meu próprio coração. Como tive que dissolver paradigmas internos do famoso' bebê dependente e manhoso' que faz birra e é apegado demais. Ok, teorias estão aí para serem lidas mas o verdadeiro caminho, acredito, está no coração. E segui-lo traz frutos doces que transformam profundamente a mim mesma. E tenho certeza - transformam lenta e eternamente a você, minha pequeNINA, também.  A pracinha, por sinal, é também um grande legado pois lá se reúnem, entre babás e mamães, uma infinidade de opiniões, perspectivas e o pior - as comparações ...ou seriam competições? Loucuras à parte e observando silenciosamente, penso: eu não quero que a minha filha seja a mais veloz ou que sente sozinha com 4 mêses. Nem a mais inteligente, muito menos que exiba precocidade mundo afora e acho graça quando digo de peito aberto que não me importo que ela ainda precise do meu peito pra adormecer e interiorizar. E que se ela ainda acorda de 2 em 2 horas pra mamar à noite é porque esse é o tempo DELA. Desde que chegou em minha vida, minha única meta é que ela saiba e possa ser feliz! E é essa felicidade que pauta todas as minhas escolhas e que me mantém firme na brigada a favor das minhas ideologias diante de um mundo que deixa crianças chorarem até dormir, livros levados a cabo e principalmente crianças precocemente independentes.
Mas assim como tantas mães amigas, da pracinha e até mesmo as que não conheço, também já fui mãe recém-nascida, cheia de dúvidas e medos e informações contraditórias da terra dos palpites. E ainda estou engatinhando, sim. Não é fácil e as verdades são muitas. Só posso dizer uma coisa: confie em você mesma e tudo aquilo que você escolher por você e visando o bem do seu pequeno será o caminho certo porque esse é o único rumo que existe: o do coração e do AMOR!!

7 comentários:

  1. Nossa, "com certeza" pra tudo que você escreveu!
    Realmente com a maternidade vem a dúvida de como vamos criar nossos bebês, que método seguir, mas acredito que o legal é se informar e depois ver o que funciona melhor, na prática. Não adianta querer impor rotina ou ser mais liberal se a criança não se adaptar. Eu, como já te contei, li o livro da "encantadora de bebês" e só adaptei mesmo o "sleeping"... rs..
    Cada bebê é de um jeito e isso tem que ser respeitado. O que funciona pra mim pode não funcionar pra vc... e vice-versa.
    Acho essa experiência de pracinha incrível, mas imagino a competição também. Sem ter pracinha aqui perto eu já sinto isso, imagina um batalhão de mães juntas, querendo mostrar que o próprio filho é melhor. "Ai, minha filha de 6 meses tá quase andando, já fala 5 palavras e dorme 15 horas seguidas" (rs), entre outras pérolas. Você deve dar boas risadas! No final só serve pra isso mesmo... Pq no fundo a gente sabe que não é fácil assim!
    E que maravilha a vida após os 3 meses!!!!!!! Um viva para isso!!!!!!!!!
    Beijos meus e da Alice!

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  2. Amiga,vc me surpreende a cada dia! Vc nasceu mãezona! Sorte da Nina que vai crescer tendo um suporte incrível de pais maravilhosos e que não apressam nem travam seu desenvolvimento. Amo muito,viu?

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  3. Adorei seu post, o blog está incrível! Estou curtindo muito ler sua vivência sobre a maternidade, em tantos aspectos tão parecidos com a vivência que eu tive/tenho e de tantas outras mamães.
    Você tem um jeito lindo de escrever! Parabéns!
    Esta questão da comparação/competição é mesmo muito real, rola mesmo. Mas, às vezes, as pessoas estão apenas tão felizes com o novo desenvolvimento da criança que comentam sem parar... então, nem sempre é por mal, sabe?
    Parabéns por tudo!

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  4. Choro ao ler seu texto....a última frase me consola bastante...escutei de uma cretina que o fato da Ana Cecília estrahar as pessoas é culpa minha pois não deixo ela chorar, saio logo ocrrendo e vou acalentar e por causa disso ela está cheia de manhas! Ora, vai se ferrar! Nem filho a criatura não tem! Chorei, pensei....meu Deus! Será que sou a culpada por isso?! Sabe como é né?! Essas pessoas tem o poder de se infiltrar na sua mente e eu, como mãe de primeira viagem, cheia de dúvidas, comecei a acreditar em qualquer coisa, em colocar em dúvida tudo o que faço! MAS VC ESTÁ CORRETÍSSIMA! Tenho que confiar em mim e saber e acrditar que tudo o que faço pra ela e por ela, é por e com muuuuuuuito amor! Não faço nada que não seja pro bem máximo dela! Errar? Vou com certeza, afinal quem não erra? Mas vou errar por amor, com amor, sempre querendo tudo o que há de melhor pra ela! Obrigada pelas palavras tão linda e sábias! bjks nossas
    aaahhh...desculpa o desabafo! rs,rs,rs

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  5. Nossa, preciso comentar de novo...
    A Aline falando aqui em cima esse negócio dos outros falarem... Como já ouvi reclamações e pitacos!
    A pior foi quando pegaram a Alice do meu colo, já chorando e tive que ouvir que ela tava mimada!!! Só pq ela não parava de chorar! Eu posso com isso?
    Fora as piadinhas de "não vai acostumá-la no colo", sendo que quando rolam os "eventos sociais" (rs) os bebês TEM que passar de colo em colo. Digo "TEM" pq se a mãe não deixa é superprotetora e enjoada.
    É incrível como as pessoas gostam de se meter! Às vezes acho que as pessoas acreditam que nossos filhos são delas também.
    Sabrina, seu blog virou um lugar de desabafo para outras mamães... rs
    Incrível como, mesmo sem conhecer a Aline eu me identifiquei com o que ela escreveu...
    E me identifico com você... com a Robertinha, com minha prima... e por aí vai!
    Todas passam pelas mesmas coisas! A única diferença é a forma de lidar.
    Beijos!

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  6. É isso mesmo - é um espacinho nosso, pra falar, trocar idéias, desabafos e o que mais for...afinal, nós somos foooooooooooooodas!! Bj em todas!!

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  7. E eu fico só aprendendo pra qd tiver a minha poder usar tudo como experiencia!!!!!

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